Comportamento, Notícia

O Haiti de cada dia!

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A negligência é mundial! Não importa a cultura ou classe social, o descaso está em cada canto do planeta. E se não fosse pela tragédia no Haiti? O que continuaria a acontecer naquele país? Eu digo que a mesma coisa! Não posso ignorar as ações que já estavam sendo realizadas, principalmente por parte do Brasil, parabéns a nós! Em especial para Zilda Arns, que morreu cumprindo sua missão: salvar vidas. Será que foi preciso uma tragédia para que o planeta pudesse se lembrar daquele povo? Será que milhões de mortes foram necessárias para que os sobreviventes pudessem receber a tão merecida ajuda? Isso me faz lembrar de outros países, como os da África, sob os “escombros” da pobreza e da fome, e o nosso próprio Haiti: o Brasil.

Quem sou eu para dizer o que as nações ou a ONU devam fazer? O fato é que mundialmente (e anualmente) bilhões são gastos com projetos supérfluos. A Copa do Mundo é um evento esperado por todos. No ano da copa, tudo gira em volta deste espetáculo do futebol. Não estou dizendo que o evento da Copa do Mundo seja supérfluo, não é mesmo! Ao contrário, promove a união, competitividade (sadia) o conhecimento da nossa cultura e abre espaço para inúmeras oportunidades mercadológicas. Mas deixe-me citar um exemplo que poderia ser aplicado a qualquer outro, não somente numa Copa do Mundo: imaginem o impacto que seria se houvesse uma decisão mundial através da ONU para usar todo o investimento necessário na realização de eventos bilionários em investimentos contra a fome e pobreza em alguns países? Imaginem usar esse valor em construção de escolas, universidades, hospitais e organizações profissionalizantes de todos os níveis? Isso geraria um novo horizonte para que essas pessoas pudessem sair desse lugar de miséria. Uma mudança de comportamento promoveria a esperança e a paz. Mas achamos mais fácil dar o peixe do que ensinarmos a pescar, sobretudo quando o mar seca e a miséria se alastra. Mas quem sou eu! São apenas pensamentos, sonhos, afinal, são questões que envolvem posturas políticas, das quais não temos o poder de decisão. Aliás, tudo é política. Tudo!

Vamos considerar um país muito pobre, mas muito pobre mesmo, na África. Estamos falando da Etiópia. Um dos países mais pobres do mundo, também um dos mais antigos. Segundo a Wiki, o país tem cerca de 80 milhões de habitantes. Isso mesmo, 80 milhões da maior pobreza experimentada pelo ser humano nos tempos atuais. E aí? Vamos ajudá-los Srs. Governantes? Depois de uma rápida pesquisa para conhecer como e por quem o país tem sido ajudado – sem contar os missionários, que estão espalhados pelo mundo – não consegui encontrar uma ajuda significativa em valores financeiros ou ações humanitárias que realmente fazem a diferença! Mas existem entidades, como a KMG, que ajuda as mulheres necessitadas a encontrarem o caminho da saúde e proteção através de treinamentos de conscientização, ou seja, como devem agir para terem qualidade de vida. Há também um programa da ONU para recrutar voluntários, mas este envolve um trabalho mundial, não somente na Etiópia. E por falar na ONU, não acham que deveriam haver pontos de habilitação e treinamento em diversas áreas do país? Afinal, se trata de um dos países mais pobres.

Não precisamos ir muito longe para conhecer a miséria e a necessidade ignorada. No Brasil mesmo, citando o exemplo do nordeste (algumas imagens), nem imagino como é a realidade deles! Não consigo sequer me colocar no lugar deles. E as favelas? Nem dá para descrever o que acontece por lá, não é mesmo? As crianças que trabalham nas ruas por ordem dos pais em todo o país. Onde está o trabalho de conscientização ou alguém que possa de fato dar um futuro para essas pessoas? Menciono as famílias que não tem mais o que comer, nem se vestir, muito menos tomar um banho decente, ao contrário, qualquer poça encontrada por aí, fazem fila para conseguirem lavar suas roupas e saciar a sede. Sabem muito bem que não é exagero! Jovens destinados ao roubo, apenas para garantirem o pão de cada dia, são considerados como vagabundos e delinqüentes. Não há o mínimo esforço de compreensão por parte da população e autoridades, não sabem que estas pessoas não possuem a mínima esperança, e muito menos oportunidade de se tornar alguém na vida.  Claro que roubos e vandalismos são completamente reprovados, mas o que é feito por essas pessoas? Precisamos nos lembrar que o “Haiti do Brasil” também precisa de nós. O que eu e você temos feito? Antes de reclamar, faça algo você também… Façamos algo! Nos telejornais, muitos brasileiros têm manifestado o desejo de adotar as crianças do Haiti após essa catástrofe e, por enquanto, os pedidos não foram aceitos. Mas e as nossas crianças famintas a à beira da morte? A diferença do “nosso Haiti” é que os escombros não são feitos de pedra e cimento, mas de indiferença. Hoje, lá no Haiti, existem milhares de pessoas, dezenas de países representados pelo exército, médicos voluntários, bombeiros etc.. Aqui somos eu e você!

Sobre o autor / 

Daniel Accorsi

Analista Web/Sistemas formado em 2004 pela Universidade UniFil em Londrina/PR, MBA em Marketing Digital e Gestão de Projetos Web, blogueiro, desenvolvedor Kinect e fotografia como hobby. Me encontre no Twitter - @DanielAccorsi

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