Comportamento, Notícia

A compaixão de nossa geração

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Foto por G1

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Com certeza vocês viram aquele caso do atropelamento do rapaz que andava de bicicleta na Av. Paulisa / São Paulo, que acabou tendo seu braço amputado por conta da colisão. O Motorista Alex Siwek não prestou socorros no local e fugiu. O braço do ciclista, que havia ficado preso no carro, foi jogado em um córrego pelo motorista, que em seguida entregou-se à polícia. Esse foi o resumo. Veja aqui na íntegra.

Meu objetivo não é comentar este caso, muito menos fazer julgamentos sobre as atitudes do motorista. Quero apenas trazer uma reflexão (usando este exemplo) sobre a  “compaixão” que move a humanidade, ou melhor, a falta dela.

Pessoalmente, penso que o motorista passou por um choque em toda situação. Primeiro pelo próprio atropelamento, e segundo pelo braço do ciclista que permaneceu preso no carro o tempo todo. Prefiro acreditar que ele entrou num estado de desespero e não conseguiu raciocinar para ter as atitudes certas… Enfim, tudo poderia ter sido diferente se ele tivesse  prestado socorro, principalmente “guardado” o braço para um reimplante.

Compaixão

É fato que todos nós -infelizmente- somos movidos pelo medo, principalmente nessa época em que vivemos: onde a polícia é corrupta (sem generalizar), políticos nem preciso falar, bandidos escapando das cadeias, assaltantes ousados, entre outros fatores que nos levam a mudar nosso comportamento rotineiro. Por outro lado, nada explica comportamentos que agridem nosso próximo de forma tão violenta, como o exemplo citado aqui.

Podemos reparar que por conta do medo e egoísmo, a humanidade tem deixado de lado a compaixão. E se você estivesse no lugar do motorista? O que teria feito de fato? Não responda isso de imediato: “teria parado”, mas reflita, avalie a circunstância como um todo. Acredito que os atos dele foram errados desde o início principalmente por estas questões (levando em consideração seu depoimento e alegações do advogado).

Não devemos deixar que as circunstâncias sejam mais importantes do que a compaixão ao próximo, mesmo que às vezes seja necessário sofrer lesões físicas, emocionais ou sociais. A maldade humana tem crescido a cada geração, tudo por conta do egoísmo. Afinal, o que mais importa: EU conseguir, EU ganhar dinheiro, EU escapar, EU não sofrer e EU sair na frente. O mais incrível é que agimos dessa forma inconscientemente.

Solução

CompaixãoNuma situação como essa, devemos cair em consciência dos atos que cometemos. Tentarmos, no mínimo, colocarmo-nos no lugar da pessoa e entender o quanto poderá estar sofrendo, e como uma pequena atitude poderia interromper esse sofrimento, até mesmo salvar sua vida. Foi um ato contrário desse que levou o acidentado a ficar sem um braço pelo resto de sua vida. Vamos refletir sobre isso.

Acredito que devemos começar a exercitar esse pensamento diariamente. Pense, as vezes podemos estar “amputando braços”, mesmo sem perceber. Leve em consideração que o egoísmo pode causar isso. O caráter da próxima geração depende somente de nós.

Sobre o autor / 

Daniel Accorsi

Analista Web/Sistemas formado em 2004 pela Universidade UniFil em Londrina/PR, MBA em Marketing Digital e Gestão de Projetos Web, blogueiro, desenvolvedor Kinect e fotografia como hobby. Me encontre no Twitter - @DanielAccorsi

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