Inovação

Inovação – Parte 3: Necessidade versus capacidade

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Na parte 2 falamos sobre as 4 áreas principais que servirão de base para todo nosso estudo. Agora vamos dar continuidade explorando um assunto que gera muita polêmica interna na tentativa de implantação da cultura de inovação, que acaba sendo justamente a falta de conhecimento ou pessoal capacitado. A inovação, como disciplina, ainda não conquistou seu espaço mediante a necessidade de inovar. Na maioria dos casos, a necessidade supera a capacidade. De 96% dos executivos que pensam sobre a inovação como algo necessário, apenas 23% tiveram sucesso.

Dados interessantes, pois mostra a necessidade “sobre inovar”, mas a falta de conhecimento “sobre como realizar”, é muito grande. Estas estatísticas confirmam que “a cabeça” dos executivos estão mudando, mas desconhecem o caminho.

“A inovação é um processo desordenado: difícil de mensurar e difícil de administrar. A maioria das pessoas o identifica quando gera uma onda de crescimento. Quando as receitas e os lucros declinam durante uma recessão, os executivos muitas vezes concluem que iniciativas de inovação não valem a pena. Talvez a inovação não seja tão importante, pensam.

O executivos dizem que a inovação é muito importante, mas a abordagem de suas empresas em relação a isso é, em muitas casos, informar, e os líderes carecem de confiança em suas decisões sobre inovação.”

(A Bíblia da Inovação, p.15)

Apenas para trazer um contexto histórico e também citar como exemplo. O departamento de marketing começou exatamente como o que está ocorrendo com a inovação. Na época que foi difundido o marketing, e ainda inserindo nos currículos acadêmicos, não haviam profissionais capacitados no mercado. Da mesma forma não haviam consultorias especializadas, e as empresas não se sentiam a vontade em terceirizar uma área tão estratégica. O departamento de marketing é proveniente do conhecido departamento de vendas, o que implicou numa reestruturação por completo, gerando conflitos e desconfortos.

Da mesma forma ocorre com a inovação, que é proveniente do departamento de pesquisa e desenvolvimento (P&D), formado basicamente por engenheiros. A visão sobre inovação tem mudado, e a fonte de novas ideias e criatividade tem se espalhado pela empresa, e também vindo de fora.

Origem das ideias

A dimensão A do modelo A-F apresenta diversos tipos de inovação como, modelo de negócios, de processos, de mercado etc. E em muitos casos estas inovações não demandam novas tecnologias, mas formas diferentes de aproveitá-las. A 3M por exemplo, com apenas 38 tecnologias básicas, conseguiu colocar 50 mil produtos e 2 mil marcas no mercado. Outras empresas, com ao Boston Consulting  Group, foca a criatividade mais em experiências do cliente, modelo de negócios e processos, do que a tecnologia em si.

Quando uma empresa limita o processo à tecnologia ou ao setor de P&D somente, perde potencial criativo dos profissionais que estão prontos para expor suas ideias, de outras áreas. Isso não anula o setor de P&D, mas também não se deve restringir a apenas um grupo de pessoas. O grande erro é limitar essa capacidade criativa da empresa.

Sobre o autor / 

Daniel Accorsi

Analista Web/Sistemas formado em 2004 pela Universidade UniFil em Londrina/PR, MBA em Marketing Digital e Gestão de Projetos Web, blogueiro, desenvolvedor Kinect e fotografia como hobby. Me encontre no Twitter - @DanielAccorsi

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