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Reconstrua seu ambiente de trabalho

Date janeiro 23, 2008


Independente da área profissional, nos deparamos com pessoas que possuem problemas de relacionamento. É inevitável. Dessa vez, nosso ponto de referência não é nosso superior (chefe), e sim nossa própria equipe e ambiente de trabalho.

Quando entramos numa empresa, o senso de equipe é definido como um alvo direto, um conceito a ser respeitado, caso contrário, não nos encaixamos no perfil desejado e logo somos substituídos. Passam-se alguns meses e vamos percebendo que toda essa mágica que nos foi apresentada era apenas um ideal ainda não alcançado, mas que, teoricamente, devemos respeitar e até mesmo fazer como se existisse, como uma prática verdadeira. Palavras são palavras, lançadas ao ar, sendo que na prática, é cada um por si.

Essa é a realidade de muitas empresas brasileiras, senão a maioria. A princípio, percebemos e ficamos indignados, mas acabamos nos acostumando, afinal, fazer o quê? Se tentarmos mudar, pode parecer rebeldia; se lançarmos mão, pode ser recebido como desleixo: primeiro para com o próprio trabalho, segundo para com a equipe. Não levo em consideração os problemas rotineiros que acabam nos afrontando. Esses, afinal, são nossos desafios a serem vencidos como profissional. É nosso dever.

O que levo em consideração aqui é quando essa “equipe” é apresentada. E como não é uma equipe de fato, alimenta-se um grande descontentamento. Então, começam os conflitos internos, gerando problemas entre os membros da tal equipe. Seguindo essa linha, me responda: você já passou por uma situação onde, precisando de uma “mão” (por ser uma equipe), torna-se impossível essa convivência interpessoal com determinada pessoa? Pois bem, junte-se ao clube, isso é muito comum hoje em dia, muito mesmo! É um jogo, uma competição sem fim, infelizmente. Um jogo de empurra empurra e “sai pra lá que o espaço é meu”. Livre-se disso. Saiba como.

Imagine-se nesse contexto: estamos num ambiente completamente comprometido e a comunicação é praticamente impossível. Como disse, uma realidade comum, mesmo entre duas pessoas. Você pode estar vivendo isso no momento.

Construa seu ambiente de trabalho e leve outras pessoas consigo, ajude-as. O primeiro passo é saber diferenciar duas palavrinhas: indignação e raiva (ou vingança). Você DEVE se indignar com esse tipo de situação em sua equipe, isso mesmo! Não se conforme! Mas não deixe que isso te domine. A raiva ou os sentimentos de vingança, por mais que levem sua alma (emoções) a um estado de satisfação, podem conduzi-lo a “cavar sua própria cova”. Mantenha-se calmo, por mais difícil que pareça. É difícil sim, principalmente quando se trata de injustiça, mas saiba que se você plantar mansidão, colherá reconhecimento e, principalmente, pessoas a seu favor.

O segundo passo é fazer a diferença. Pense, o que todos fariam? O que você faria num estado de nervos? Seu maior desafio pessoal é saber quem você realmente é em momentos como esse. Domine-se! Mostre a você mesmo que é capaz de fazer diferença no meio de uma tempestade. Mas cuidado. Seja cauteloso, pois o objetivo aqui é amenizar a situação, e não atingir o outro lado – ao perceber sua calma. Não piore a situação, afinal, o cujo não conseguiu “atingir você” (estamos falando de orgulho, certo?). Não demonstre calma como forma de vingança, seja sincero, ético e profissional. Se necessário saia da sala para que aquele momento se esfrie.

Após o “tornado” ter passado, continue seu trabalho. Você sabe que por mais que a situação tenha se esfriado, o clima permaneceu, completamente incomunicável. Sua missão continua.

Reverta a situação

Não pense somente do seu lado, visualize os fatos como um todo, esse é o caminho. Analise o outro lado e não dê qualquer tipo de abertura para possíveis brincadeiras que possam elevar a seriedade do conflito. Considere como se tudo estivesse bem delicado, seja prudente. E se estamos falando de uma situação embaraçosa entre duas pessoas, considerando que essa pessoa te faça alguma pergunta, olhe com firmeza em seu olho, como se realmente quisesse ajuda-lo (e você quer) e responda como um bom profissional. Cuidado com o olhar, tenha certeza de que ele não vá receber sua disposição como um insulto.

Procure por dias não tocar no assunto que gerou todo o clima. Um “bom dia” em todas as manhãs faz toda diferença. Chame-o pelo nome. Talvez o mais difícil nessa reconstrução seja a humildade, você consegue? Não leve nada para o lado pessoal caso haja uma recaída. Apenas converse. Eu mesmo já passei por isso algumas vezes. Procuro ficar na minha e sem muito papo, só o essencial (e olha lá).

Sabe o que faz piorar? Quando jogamos no ar uma intenção de competitividade para alimentar aquela vingancinha malvada. Inconscientemente, tudo isso é captado pelas pessoas ao nosso redor e com certeza interfere no clima da equipe, negativamente. Dessa forma, cuidado para que isso não aconteça, tenha em mente o que você deseja, um ambiente melhor para se trabalhar.

Para finalizar, gostaria de ressaltar uma última coisa: somos seres humanos! A formação de nosso ambiente de trabalho pode ser prejudicada justamente por essa natureza gananciosa. Cuidado, fique sempre alerta. Nós temos a capacidade de parar e pensar antes de qualquer atitude. Somos capazes também de ter sucesso em transformar o nosso cantinho no “melhor do mundo”. Precisamos somente de uma pitada de bom senso, ética, educação e domínio próprio.

Abração e até a próxima!
Daniel Accorsi



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4 Comentários em “Reconstrua seu ambiente de trabalho”

  1. THIAGO NOGUEIRA disse:

    O assunto em pauta é “navalha na carne para mim”. Estou sobrevivendo em um ambiente de trabalho que eu considero hostil. A sentença “Sabe o que faz piorar? quando jogamos no ar uma intenção de competitividade para alimentar aquela vingancinha malvada” é o pão contidiano por aqui – e da forma pior possível. Não raro a “distribuição de tarefas” visa apanhar o sujeito numa cilada. E … demissão. Infelizmente fui avisado da minha debaixo de uma “avaliação” que impede o diálogo ou qualquer resposta que objetive mudar a situação – pelo menos até agora.

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  2. Daniel Accorsi disse:

    Olá Thiago,

    Desculpe a demora, acabei esquecendo de responder seu comentário.

    Mas isso é realmente fato!! Conte mais de suas experiências nessa área pois um de nossos objetivos aqui é sobre comportamento profissional.

    Pelo que escreveu acima, você passa por situações terríveis no seu trabalho. Eu criei esse post com base em algumas emperiências profissionais.

    Abração e continue participando.

    [Responda este comentário]

  3. vania disse:

    Daniel,
    Achei teu texto, a procura de algo que pudesse me dar uma animo. Tenho 12 anos de empresa, responsabilidades e sempre tida como "Genio Ruim" por querer tudo certo e ao seu tempo. Será que estou errada? O que acontece? Eu explodo e aí o coitadinho que me cutucou fica choramingando de infeliz e eu passo por ruim. Estou com um problema agora, com um departamento do qual necessito de informações para fazer meu trabalho. Trabalho na controladoria e não posso pedir nada direto à eles, pois já fui chamada atenção pelo gerente deles, duas vezes via email.

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  4. vania disse:

    Falava bom dia e ninguem respondia. Hoje não falo mais. Peço as coisas e ninguem faz. Ignoram emails e hoje reclamaram para meu chefe (o dono da empresa) que entro as 08: (horário em carteira e que cumpro ha 12 anos), faço uma hora de almoço (isso é lei, certo?) e saio as 18:00 (idem ao horário de entrada). Retruquei e emu chefe ainda falou que fui grossa pq disse que caso ele quisesse deveria tomar as medidas as quais ele tem direito(demissao).
    Não tenho ele como alguem que possa contar ou que pare para ouvir as dificuldades que estou tendo e tudo fica assim…mas ao mesmo tempo me cobrará se eu deixar de fazer meu trabalho…Estou sem rumo. Não sei o que fazer. Me dê um help!

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