Comportamento, Inovação

Como preparar sua empresa para a Inovação

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Saber como começar é o “x” da questão.

O primeiro passo é compreender o que é a tal cultura de inovação. Então nos deparamos com a visão errônea de executivos e CEOs (Chief Executive Officer), na maior parte das vezes convencional e conservadora, sendo necessário mudar, radicalmente, a forma de pensar, sobretudo no processo de criação de novos produtos e serviços. Eis a missão!

Tão importante quanto “mudar” é compreender que implantar uma cultura de inovação não garante faturamentos imediatos em relação aos métodos conservadores. Mas então inovar é ter prejuízo? De maneira alguma! É preciso conhecimento, planejamento e estratégia para obter sucesso.

Afinal, o que é inovação?

A palavra é derivada do termo em latim “innvatio”, e se refere a uma ideia, método ou objeto que é criado e que pouco se parece com os padrões anteriores. Hoje em dia o termo “inovação” é mais utilizado no contexto de ideias e invenções, como uma “invenção” que chega ao mercado com novidades e melhorias, incluindo alterações significativas nas suas especificações técnicas, componentes, materiais entre outros.

Inovação envolve risco e tempo

Ter pessoas capazes de liderar e lidar com o alto escalão da empresa para uma nova era de produtos e serviços é imprescindível. Esse líder deve ter foco e um pensamento “evolutivo”, pois de nada adiantará iniciar um plano de reeducação cultural com expectativas de mudanças e retornos a curto prazo.

Muito além de querer criar produtos inovadores, é preciso querer dispor de tempo e arriscar nesta jornada. Por ser uma mudança a longo prazo, o fator “risco” entra no cenário automaticamente. Estratégias de produtos inovadores versus produtos de curto prazo devem estar muito bem definidas.

Talvez seja necessário interferir nos processos de pesquisa e planejamento, comunicação e execução das tarefas. Aliás, “a comunicação” é um dos fatores mais importantes na reorganização cultural da empresa. Por esse motivo, vale a pena investir num profissional capacitado a fim de implantar processos de integração e interatividade. Vamos falar sobre isso mais a fundo em outros posts.

Gerentes versus resultados

Eles são movidos por resultados, já que o faturamento garante a permanência e o crescimento da empresa. Em casos de resultados ruins, contrata-se outro e o “problema é resolvido”. Então, lidar com esse clima de tensão é o grande desafio na hora de implantar uma cultura de inovação, a qual depende de estudo, análises, desenvolvimentos, testes… enfim, “tempo”, certamente mais longo do que o esperado. Neste período, caso não haja um planejamento adequado, o faturamento da empresa pode cair. Por isso é tão importante que a transformação seja uma decisão clara e vinda “de cima”. É mais comum que o setor operacional tenha uma visão inovadora mais apurada que as lideranças estratéticas. E nesse caso, o que fazer com as boas ideias? Provavelmente nada se a empresa não estiver estruturada com um bom planejamento de colaboração (e valorização) interna.

Não tente, seja inovador!

Lançar produtos e serviços inovadores não está relacionado apenas em ter boas e diferentes ideias, mas sim em raciocinar de forma diferente. Inovar vai além de separar tempo e produzir algo novo. Implica em “viver” exercitando um novo olhar, enxergando novas perspectivas, compreendo necessidades implícitas, questionando as maneiras com que realizamos algumas atividades e se, de fato, é o melhor jeito, analisando o tempo gasto e se existem possibilidades de aperfeiçoar e otimizar os processos. Enfim, inovar é também diminuir custos.

Este “novo estilo de vida” leva o profissional a sair de um contexto limitado, não apenas no ambiente de trabalho, mas também em suas relações pessoais. Poucas pessoas demonstram ter essa habilidade e na maior parte das vezes são encaradas como “intelectualmente desenvolvidas”, parecem estar à frente, sempre com um “quê” a mais.
Se analisarmos dois grandes “inovadores”, Bill Gates e Steve Jobs, podemos fazer uma pergunta: “será que eles viviam a inovação em suas rotinas ou apenas separavam um tempo em suas salas para pensarem coisas diferentes?”

Para contribuir com suas reflexões, sugiro um vídeo que exemplifica a inovação. Lembre-se: inovar não está intrinsecamente relacionado aos sistemas tecnológicos, mas sim ao que fazemos para facilitar nossa vida. Confira:

Sobre o autor / 

Daniel Accorsi

Analista Web/Sistemas formado em 2004 pela Universidade UniFil em Londrina/PR, MBA em Marketing Digital e Gestão de Projetos Web, blogueiro, desenvolvedor Kinect e fotografia como hobby. Me encontre no Twitter - @DanielAccorsi

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